Sobre Marília Tarnowski

Meste em Química, porta-voz de autoestima e saúde mental. Autora dos blogs Contém Química e Academia Motivacional.

O verdadeiro poder dos suplementos multivitamínicos

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Diariamente somos bombardeados com propagandas que nos prometem uma vida extremamente saudável com o verdadeiro poder dos suplementos multivitamínicos de A a Z. Mas eu tenho uma notícia para você: você está jogando seu dinheiro fora! Continuar lendo

O mito da dieta alcalina

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Você provavelmente já ouviu falar que “alimentos ácidos aumentam o risco de câncer”, que “beber água com limão pela manhã pode alcalinizar o sangue” e muitas outras alegações sobre o mito da dieta alcalina. Seria maravilhoso ter a resposta definitiva para a prevenção de câncer e para alcançar a resistência imunológica para todas as doenças possíveis com uma dieta tão simples quanto essa, mas infelizmente o milagre da dieta alcalina é apenas um mito.

O maior divulgador dessa dieta é Robert O. Young, preso em 2016 por praticar medicina ilegalmente (ele dizia ser médico, mas não era). Sem evidências científicas, ele se baseia na teoria de 1912 de Sherman e Gettler, que considera que o metabolismo dos alimentos no corpo humano aconteceria da mesma maneira que a queima de alimentos em um forno, por exemplo, e ao final do processo sobrariam cinzas que seriam ácidas ou básicas (também chamadas de alcalinas). Continuar lendo

Mais sobre tinturas e descolorantes

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Olá, pessoas!

Esse post é a continuação do assunto Tinturas e descolorantes, onde eu falei um pouco dos aspectos químicos desses processos. Aqui falarei sobre vantagens e desvantagens, cuidados e segurança de tinturas e descolorantes e o impacto desses processos na fibra do cabelo. Continuar lendo

Tinturas e descolorantes

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A história da coloração dos cabelos teve início, ou pelo menos relatos, a partir das dinastias antigas do Egito e China, onde a havia abundância de corantes naturais minerais e vegetais que eram muito utilizados. O mais popular dos corantes vegetais é sem dúvida a Hena, obtida através de extratos da casca e das folhas da planta Lawsonia inermis, resultando numa coloração castanho-avermelhada. Continuar lendo

Reações químicas em Cosméticos

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A maior parte da química dos cosméticos envolve estabilidade e caso esteja ocorrendo alguma reação em seus cosméticos provavelmente há algo de errado com eles. Mas em alguns casos é preciso ocorrer alguma reação química para obter o resultado desejado, aqui estão alguns exemplos:

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Como a acetona remove o esmalte da unha?

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A acetona é o removedor de esmaltes mais utilizado por quem costuma pintar as unhas. Há quem ame, quem odeie, mas é difícil existir quem nunca tenha ouvido falar desse produto. Acetona é o nome popular da propanona, um solvente orgânico do grupo das cetonas que juntamente com o acetato de etila, um éster, compõe boa parte dos removedores de esmaltes. Quando um removedor não contém acetona, geralmente o acetato de etila é o removedor principal.

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Moda e segurança no laboratório

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Calça Rosalind Franklin e vestido Marrie Currie. Fonte: ArmorSui

Quem trabalha com ciência sabe que o jaleco é o item essencial de segurança num laboratório. É ele quem protege o corpo e a roupa em caso de acidentes produtos químicos, diminuindo o risco e os possíveis danos. Mas mesmo protegendo com eficiência, o material dos jalecos geralmente é permeável e a roupa e o corpo podem sofrer caso os contaminantes passem pela barreira do tecido.

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Não use condicionador num apocalipse nuclear

apocalipse condicionadorEu sei, parece uma informação fútil. Quem é que estaria preocupado com a hidratação dos cabelos em meio a um apocalipse nuclear, certo? Mas na verdade essa informação pode salvar vidas.

Sabemos que alguns países como Coréia do Norte e Estados Unidos são capazes de iniciar a qualquer momento uma guerra utilizando armas nucleares e, caso isso ocorra, é preciso estar alerta e saber o que fazer caso se esteja no raio das explosões.

Várias agências de segurança pelo mundo divulgam as medidas a serem tomadas para manter-se em segurança. Caso você esteja na rua no momento da explosão procure algo que sirva de proteção, deite no chão cobrindo a cabeça e jamais olhe diretamente para a explosão, para evitar perda da visão. Assim que possível deve-se procurar abrigo e remover toda a roupa para diminuir o risco de contaminação pelas partículas depositadas no tecido. Em seguida deve-se tomar banho ou lavar-se com água e sabão. Nos cabelos deve-se usar apenas shampoo, pois o condicionador permite que partículas radioativas presentes no ar se depositem no cabelo.

A estrutura do fio de cabelo é formada por várias escamas e os condicionadores contém surfactantes catiônicos (como o cloreto de cetrimônio) que fecham as escamas, silicones (como a dimeticona) que revestem a fibra capilar e suavizam o cabelo e polímeros catiônicos (como o cloreto de hidroxipopiltrimônio de goma guar), que dão espessura ao condicionador. Por isso, partículas da “chuva radioativa” podem ficar presas entre as cutículas ou aderir à superfície oleosa formada pelo condicionador. Assim, hidratantes e óleos corporais também devem ser evitados nessa situação.

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Estrutura da fibra capilar

A “chuva radioativa” começa imediatamente após a explosão e espalha-se por quilômetros de distância do local inicial. Os níveis de radiação diminuem com o passar do tempo, porém deve-se seguir as medidas de segurança e manter-se abrigado até que os níveis de radiação estejam baixos o suficiente.

nuclear protectionGuias completos de medidas de segurança em caso de ataques com bombas nucleares e outros eventos catastróficos podem ser encontrados nos links abaixo (em inglês):

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Cosméticos de 3500 anos encontrados no Louvre

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Fonte: © CEA/Laurence Godart l.godart@free.fr

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Uma equipe de pesquisadores analisou diversas peças do museu do Louvre, em Paris, e encontrou resíduos de cosméticos Gregos e Egípcios de aproximadamente 3500 anos!
Nos cosméticos foram encontrados carbonatos de chumbo, componentes comuns de tintas e pigmentos produzidos pelas civilizações antigas. Para produzir os pigmentos, as civilizações egípcias antigas extraíam um mineral chamado cerusita, composto de carbonato de chumbo. Continuar lendo